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Humanização na medicina: a empatia pelo paciente

Segundo o dicionário, “humanizar significa dar ou adquirir a condição humana”. Assim, atrelar humanização e medicina parece óbvio. Porém, ao longo da história, o avanço da tecnologia na medicina e a consequente mecanização do atendimento levou a um crescente distanciamento entre cuidadores e pacientes.

De acordo com Márcia Stephan, Mestre em Psicologia pela FGV-RJ e estudiosa de temas relativos ao relacionamento entre paciente e cuidador, entre outros, “se no começo do século eram poucos os recursos disponíveis na medicina, por outro lado o relacionamento entre paciente e médico era mais profundo”.

 

Felizmente, porém, mediante a constatação de que a humanização do tratamento é importante para a saúde do enfermo, gerando melhoras sensíveis e em menos tempo, iniciou-se, em todas as partes do mundo, um movimento de resgate da humanização no atendimento médico. No Brasil, por exemplo, desde 2003 existe a Política Nacional de Humanização, o HumanizaSus, que visa “a adoção de conceitos de acolhimento, gestão participativa e cogestão para ajudar na ampliação e efetividade das práticas de saúde”, conforme descreve a página do HumanizaSus no portal do Ministério da Saúde. Evidentemente que, embora essa política já exista há 15 anos, ainda há muito a ser revisto e feito.

Humanizar a saúde significa colocar-se no lugar do paciente, ter empatia por ele, atendendo suas necessidades essenciais, proporcionando-lhe o máximo de conforto e autonomia que a doença permitir, de modo que ele protagonize as principais decisões relativas ao seu tratamento, especialmente quando a cura não é mais possível e o enfermo está sob cuidados paliativos. 

Segundo o prof. Dr Kenneth J. Doka, estudioso de temas relativos a convivência com doenças graves e o processo de luto, “a doença afeta todos os aspectos do nosso ser”. Assim, um tratamento humanizado pressupõe uma equipe multidisciplinar que leve em consideração os aspectos físicos, sociais, culturais e psicológicos do enfermo.

A humanização na medicina é urgente, tanto em órgãos públicos e privados. Leituras e debates sobre o tema ajudam a contribuir para a adoção de melhores práticas e para que cada vez mais pacientes tenham acesso a um tratamento adequado.

Se deseja saber mais sobre temas ligados ao relacionamento humanizado entre pacientes e cuidadores, sobre a convivência com uma doença que ameaça a vida, ou sobre a comunicação de más notícias, entre outros, acesse: www.onelifealive.org

e assista às videoaulas:

“Comunicação de más notícias e humanidades”, da psicóloga Dra Márcia Stephan

“Viver com uma doença que ameaça a vida”. , do professor Dr Kenneth J Doka,

“Comunicação terapêutica: o resgate do ser”, da profa. Dra Maria Júlia Paes da Silva.

 

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