Suicídio e posvenção: é preciso falar a respeito

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registra 11 mil casos por ano ou o equivalente a 31 casos por dia. Desde 2007, o índice de casos cresceu 18%.

A taxa de suicídio entre pessoas mais jovens nunca esteve tão alta. Nos Estados Unidos, entre 2011 e 2016, o índice cresceu 20% entre pessoas de 15 e 24 anos (crescimento maior do que em qualquer outra faixa etária). No Brasil, ainda segundo o Ministério da Saúde, o crescimento foi o mesmo – 20% – na faixa dos 15 a 19 anos no mesmo período.

O suicídio já é a segunda maior causa de mortes entre adolescentes, segundo a Organização Mundial de Saúde. Transtornos mentais, consumo excessivo de álcool e drogas numa fase em que os adolescentes ainda estão concluindo seu desenvolvimento mental, questões hormonais, pressões por escolha de carreira, são alguns dos fatores que podem levar ao trágico desfecho.

Vale frisar que esses números, bastante expressivos, ainda estão subestimados, o que dificulta ainda mais ações de saúde pública. Portanto, a questão deve ser amplamente debatida, bem como o acolhimento dos sobreviventes enlutados. Cada vez mais o trabalho de posvenção – apoio às pessoas afetadas por uma morte decorrente de suicídio – é divulgado, ajudando a prevenir novos casos.

Saiba mais sobre luto por suicídio e posvenção na videoaula “O manejo clínico do luto por suicídio”, da Profa. Dra. Karen Scavacini.

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