Transtornos mentais e suicídios crescem entre PMs

Aumenta o número de casos de suicídios entre policiais

É preciso cuidar dos sobreviventes enlutados para que novos casos não ocorram, agravando ainda mais o problema

O Brasil tem hoje aproximadamente 425 mil policiais militares. Um trabalho de extrema responsabilidade e, por isso, bastante desgastante tanto física quanto emocionalmente. O resultado desta combinação são altas taxas de suicídios e transtornos mentais, segundo apurou reportagem da Exame. De acordo com a matéria, em São Paulo, por exemplo, estado com o maior efetivo policial do país (93.799 agentes),120 policiais militares cometeram suicídio entre 2012 e 2017.

A publicação entrevistou o pesquisador de segurança pública Paes de Souza, doutorando da Universidade de São Paulo (USP), cujo tema principal é a inadequação da formação policial para lidar com a pressão da violência cotidiana. Ele destaca que “o treinamento exigente – e muitas vezes abusivo – desde a entrada na corporação prolonga-se em um cotidiano de rigidez hierárquica e intimidação, agravando o estresse, o medo e a angústia inerentes à profissão. Quase sempre vividos em silenciosa solidão”.

Inteligência emocional se aprende na escola? Como educadores e psicólogos podem ajudar aquele aluno “difícil”?

"É preciso ter paciência e insistir porque a escola pode ser a segunda chance daquela criança estabelecer uma relação mais segura e, portanto, mais saudável com o mundo"

Na Universidad Complutense de Madrid, Rafael Guerrero é um dos únicos professores a ensinar aos seus alunos do Magistério – e que, portanto, serão futuros professores – técnicas de educação emocional. O professor realiza este trabalho de forma voluntária, já que a disciplina não consta na grade curricular, pois acredita que “muitos dos problemas dos adultos se devem às dificuldades em regular as emoções é isso não é ensinado na escola”, afirma. Assim, ele se empenha em ensinar futuros professores a entender e regular suas próprias emoções para que possam orientar crianças e adolescentes nesta mesma tarefa.

Para o jornal El País, Guerrero destaca ainda que as crianças que não aprendem a lidar com suas emoções, “ ao se tornarem adultos, têm dificuldade de se adaptar ao ambiente, ao trabalho e às relações pessoais”. Assim, perpetua-se um ciclo negativo iniciado muitas vezes na infância e que poderia ter sido modificado de forma positiva no ambiente escolar, com o apoio de educadores e psicólogos.

Eu posso me sentir em luto quando alguém famoso morre?

“O luto não reconhecido é um paradoxo e por isso pode ser intensificado. A pessoa vivencia o luto, mas os suportes sociais usuais estão ausentes”. Kenneth J. Doka

Na última segunda-feira, recebemos a triste notícia da morte do jovem cantor Gabriel Diniz, que ficou famoso com sua música “Jennifer” e também recentemente da cantora Beth Carvalho. Veículos de comunicação de todo o país noticiaram as despedidas de famosos e de fãs de todo o Brasil que quiseram render as últimas homenagens às celebridades. Mas é possível sentir luto quando alguém famoso morre?

As celebridades – atrizes, atores, cantores, entre outros profissionais – fazem parte, de certo modo, do nosso cotidiano. Ouvimos suas canções, acompanhamos séries, filmes, novelas e, por meio de sites e blogs, sua intimidade e relacionamentos. Acabamos por construir algum tipo de relação com essas pessoas, seja por admiração ou curiosidade. Mas a morte também acomete as “estrelas” e por vezes nos sentimos desorientados, sem saber se “podemos” nos sentir tristes quando um famoso morre, afinal, esta pessoa não fazia parte “de fato” de nossas vidas.

O luto por uma celebridade é um tipo de luto não reconhecido, termo cunhado pelo Prof Dr. Kenneth J Doka, professor de Gerontologia na Universidade de New Rochelle, Consultor Sênior da Hospice Foundation of America e especialista em temas relativos à morte, morrer e luto, com diversas obras publicadas. Segundo Doka, “a definição de luto não reconhecido fala de uma perda que não pode ser aceita socialmente, abertamente reconhecida ou ter seu luto vivido publicamente.

A humanização na Saúde passa pelo investimento em estrutura e na capacitação dos profissionais

A capacitação do profissional da saúde deve ir além da técnica, envolvendo a dimensão humana

“Respeitar a individualidade e emoções do enfermo é fundamental para estabelecer um vínculo de confiança entre paciente e cuidador”
Professora Maria Julia Paes da Silva

Todos sabemos que a Saúde Pública no Brasil carece de mais cuidados. Pesquisa do DataFolha de 2017, encomendada pelo Conselho Federal de Medicina, mostrou que mais da metade dos brasileiros (54%) avalia o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) como ruim ou péssimo. É preciso investir em tecnologia, estrutura e capacitação dos profissionais.

Quando falamos em capacitação, vamos além do treinamento em manuseio de aparelhos e sistemas. É urgente mostrar a necessidade de se conectar com o paciente, mostrar-se empático a sua dor e seu momento, ou seja, atender sem perder a dimensão humana.

Você sabe como ajudar uma pessoa em luto?

Por mais que o debate sobre o luto tenha se ampliado no Brasil, o tema ainda é tabu.

As pessoas evitam falar sobre o luto e, principalmente, evitam falar sobre quem partiu com o enlutado.

Há situações que o luto é tão devastador – como na perda de um filho, por exemplo – que as pessoas preferem não apenas evitar falar sobre o ocorrido como se afastar dos enlutados por total falta de conhecimento sobre como agir.

Enfermeiro do Samu canta para paciente com suspeita de infarto

Como estabelecer um vínculo entre cuidador e paciente durante o atendimento médico

Viralizou na internet um vídeo no qual um enfermeiro do Samu – Flavio Vitorino Costa, de 55 anos – canta para um idoso de 87 anos ao socorrê-lo por suspeita de infarto.

O senhor gostava de bolero, mas não se recordava de nenhum (por conta do Alzheimer) e então Flávio passou a cantar, no que foi acompanhado.