A humanização na Saúde passa pelo investimento em estrutura e na capacitação dos profissionais

A capacitação do profissional da saúde deve ir além da técnica, envolvendo a dimensão humana

“Respeitar a individualidade e emoções do enfermo é fundamental para estabelecer um vínculo de confiança entre paciente e cuidador”
Professora Maria Julia Paes da Silva

Todos sabemos que a Saúde Pública no Brasil carece de mais cuidados. Pesquisa do DataFolha de 2017, encomendada pelo Conselho Federal de Medicina, mostrou que mais da metade dos brasileiros (54%) avalia o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) como ruim ou péssimo. É preciso investir em tecnologia, estrutura e capacitação dos profissionais.

Quando falamos em capacitação, vamos além do treinamento em manuseio de aparelhos e sistemas. É urgente mostrar a necessidade de se conectar com o paciente, mostrar-se empático a sua dor e seu momento, ou seja, atender sem perder a dimensão humana.

Humanização na medicina: a empatia pelo paciente

Segundo o dicionário, “humanizar significa dar ou adquirir a condição humana”. Assim, atrelar humanização e medicina parece óbvio. Porém, ao longo da história, o avanço da tecnologia na medicina e a consequente mecanização do atendimento levou a um crescente distanciamento entre cuidadores e pacientes.

De acordo com Márcia Stephan, Mestre em Psicologia pela FGV-RJ e estudiosa de temas relativos ao relacionamento entre paciente e cuidador, entre outros, “se no começo do século eram poucos os recursos disponíveis na medicina, por outro lado o relacionamento entre paciente e médico era mais profundo”.