Cuidados paliativos: alguns pontos de atenção para quem deseja atuar ou já atua na área

A importância do preparo para quem deseja trabalhar com cuidados paliativos

Segundo a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), atualmente existem hoje no Brasil 172 equipes atuando na área. De um total de 80 países, o Brasil ocupa a 42a posição no ranking de qualidade de morte realizado pela empresa britânica Economist Intelligence Unit.
Apesar ainda da pouca quantidade de equipes em atividade, considerando-se as dimensões do país, o número de pessoas atuando com qualidade em cuidados paliativos vem crescendo. Dados da ANCP mostram uma alta de quase 50% em um período de dois anos.

O tema “Cuidados Paliativos” reuniu líderes de diversos países para o 16o Congresso Mundial de Cuidados Paliativos da EAPC, em Berlim, em maio de 2019. Com o tema “Cuidados paliativos globais, moldando o futuro”, o evento trouxe à tona questões como a própria definição do que são os cuidados paliativos, como garantir a equidade no desenvolvimento de Cuidados Paliativos para as populações de países de baixa e média renda, bem como para grupos marginalizados (encarcerados, refugiados, pessoas em situação de rua, entre outros).

Enfermeiro do Samu canta para paciente com suspeita de infarto

Como estabelecer um vínculo entre cuidador e paciente durante o atendimento médico

Viralizou na internet um vídeo no qual um enfermeiro do Samu – Flavio Vitorino Costa, de 55 anos – canta para um idoso de 87 anos ao socorrê-lo por suspeita de infarto.

O senhor gostava de bolero, mas não se recordava de nenhum (por conta do Alzheimer) e então Flávio passou a cantar, no que foi acompanhado. 

Humanização na medicina: a empatia pelo paciente

Segundo o dicionário, “humanizar significa dar ou adquirir a condição humana”. Assim, atrelar humanização e medicina parece óbvio. Porém, ao longo da história, o avanço da tecnologia na medicina e a consequente mecanização do atendimento levou a um crescente distanciamento entre cuidadores e pacientes.

De acordo com Márcia Stephan, Mestre em Psicologia pela FGV-RJ e estudiosa de temas relativos ao relacionamento entre paciente e cuidador, entre outros, “se no começo do século eram poucos os recursos disponíveis na medicina, por outro lado o relacionamento entre paciente e médico era mais profundo”.

 

A importância dos cuidados paliativos para quem tem uma doença incurável

Segundo o Instituto Oncoguia, os cuidados paliativos oferecem assistência humana e compassiva para as pessoas na última fase de uma doença incurável para que possam viver o mais confortavelmente possível.

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, com o apoio da Academia Nacional de Cuidados Paliativos desenvolveu uma cartilha de distribuição gratuita para abordar o tema. O material intitulado “Vamos falar de cuidados paliativos”, foi baseado no documento “Let’s talk about Palliative and Hospice Care” da autoria do OhioHealth, um sistema de saúde sem fins lucrativos, composto por hospitais e provedores de serviços de saúde localizado em Columbus, Ohio e região.