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Teoria do apego: como o cuidado materno na primeira infância pode influenciar os relacionamentos do indivíduo no longo prazo

O cuidado materno na infância influencia o desenvolvimento psíquico do indivíduo até a vida adulta. Essa premissa faz parte da Teoria do Apego, desenvolvida pelo psiquiatra britânico John Bowlby (1907-1990).

Segundo a Teoria, o relacionamento da criança com seu cuidador primário, em especial, a mãe, a ajudará a construir sua percepção sobre si mesmo, sobre os outros e sobre o mundo.

Para Bowlby, é essencial que a criança receba os cuidados da mãe durante sua primeira infância (até em torno dos três anos de idade), pois a privação materna (ou de um cuidador especial) neste período poderia ocasionar consequências irreversíveis, como dificuldades cognitivas, sociais e emocionais no longo prazo. 

Alguns estudiosos do comportamento infantil questionam o fato de Bowlby ter focado tanto na figura materna e levantam a possibilidade de que outro cuidador possa assumir o seu papel, uma vez que é cada vez mais raro que as crianças sejam cuidadas exclusivamente por suas mães em sua primeira infância. Assumir seu papel significa prover afeto e segurança e os cuidados essenciais para a fase da vida em que a criança se encontra.

São pontos principais da teoria:

– A necessidade da criança de se unir a uma figura principal de apego

– A criança deverá receber os cuidados dessa figura principal durante seus primeiros anos de vida

– A separação de curto prazo desta figura gera angústia na criança, a qual passará por três fases progressivas: protesto, desespero e desapego

Apego e Luto – O dr. prof. Colin Murray Parkes que trabalhou ao lado de Bowlby, por sua vez, relacionou a Teoria do Apego ao Luto e chegou a algumas conclusões importantes. Entre elas, segundo o estudioso, filhos criados por pais inseguros ou superprotetores, por exemplo, tendem a ter esse sentimento em sua vida adulta, e em uma situação de luto, provavelmente terão o luto prolongado, permanecendo mais na situação de busca do ente que perderam.

Tanto a Teoria do Apego, de Bowlby como a Teoria do Apego e Luto, de Colin Murray Parkes, tem contribuído para debates sobre os cuidados na primeira infância e sua influência na vida adulta.

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Saiba mais sobre John Bowlby e a Teoria do Apego, clicando aqui. Ou aqui.

Saiba mais sobre a “Teoria do Apego e Luto” na videoaula do prof dr. Colin Murray Parkes, clicando aqui.

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