Você sabe como ajudar uma pessoa em luto?

Por mais que o debate sobre o luto tenha se ampliado no Brasil, o tema ainda é tabu.

As pessoas evitam falar sobre o luto e, principalmente, evitam falar sobre quem partiu com o enlutado.

Há situações que o luto é tão devastador – como na perda de um filho, por exemplo – que as pessoas preferem não apenas evitar falar sobre o ocorrido como se afastar dos enlutados por total falta de conhecimento sobre como agir.

O blog Morte sem Tabu, veiculado pela Folha de S Paulo, publicou um texto abordando como seria a melhor forma de ajudar um enlutado. O texto destaca que o luto é um processo absolutamente individual e, por isso, não há uma receita que se aplique a todos os casos. Mas os especialistas concordam em dizer: “comece não atrapalhando”.

Não dá para “tirar a dor do outro” – até porque muitas vezes tentamos fazer isso para aliviar a nossa própria angústia. Assim, os profissionais recomendam evitar forçar o enlutado a retomar a vida social “porque lhe fará bem” (cada um tem seu tempo) ou falar frases como “eu sei o que você está sentindo”, a qual pode ser substituída por “eu imagino como está sendo difícil para você”.

Evitar falar de quem partiu é uma atitude comum, mas pode ser justamente isso que o enlutado deseja: falar, relembrar, manter aquela pessoa presente de algum modo. É preciso compreender que a morte não rompe vínculos: o enlutado sempre encontra uma forma de manter um tipo de conexão com quem partiu e isso pode ser saudável, desde que ele consiga retornar às suas atividades em algum momento (e não ficar somente preso às recordações). No caso de pais que perderam seus filhos, é preciso ter em mente que não existe ex-pai, ex-mãe e ex-filho: os laços sempre existirão.

Também não existe um tempo determinado para o luto. Hoje, estudiosos sobre o assunto falam em modelo dual do luto, ou seja, as oscilações entre o pesar e o retomar a vida e, caso este movimento de retomada não ocorra, pôde-se falar em luto complicado (no qual a pessoa precisará de um suporte profissional).

Seja qual for o tipo de luto, o apoio ao enlutado é importante e as dúvidas de quem está ao redor são pertinentes e comuns. É preciso se informar, ser empático à dor do outro e não tentar formular respostas rápidas a um processo tão doloroso e complexo. Como diz o texto do blog, “comece não atrapalhando”.

Leia a matéria na íntegra aqui: https://mortesemtabu.blogfolha.uol.com.br/2019/04/16/como-ajudar-uma-pessoa-em-luto-comece-nao-atrapalhando/

Se deseja saber mais sobre os diferentes tipos de luto (luto complicado, luto de pais que perderam os filhos, luto gestacional) e apoio a enlutados, acesse as videoaulas da One Life Alive: www.onelifealive.org

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