A família perante a crise mundial sanitária e a pandemia pela Covid19

Texto referente a Crise e Covid19 - Curso e videoaula abaixo relacionados

“O funcionamento das casas está sob estresse. Para ajudar uma família, é preciso entender e respeitar essa microcultura”
Maria Helena Franco, sobre como a crise da Covid-19 afeta as famílias

Além de uma crise mundial sanitária, a pandemia leva a diversas outras crises: financeira, emocional, espiritual, familiar. Lembrando que o conceito de crise é a percepção de um evento ou situação como uma dificuldade insuportável, que excede os recursos imediatamente disponíveis de uma pessoa, bem como seus mecanismos de enfrentamento.

No nível familiar, as famílias buscam se reorganizar frente a muitas incertezas e com suas rotinas afetadas: os pais trabalhando dentro de casa (quando o tipo de trabalho que executam assim o permitem), conciliando suas entregas com tarefas domésticas e as atividades escolares dos filhos. As crianças perdem momentaneamente seu ambiente escolar, de convívio com colegas, professores e muitas vezes não têm onde brincar.

Há famílias que perderam parte ou o todo de sua renda e não sabem como vão pagar as contas mais básicas. Notamos, assim, crises múltiplas e que vem ainda gerando um outro cenário ainda mais devastador: o do aumento da violência doméstica. Segundo o relatório “Violência Doméstica durante a Pandemia de Covid-19”, os casos de feminicídio cresceram 22% entre março e abril em virtude da convivência mais próxima das mulheres com seus agressores.

A crise sanitária se choca, pois, com as microculturas familiares. Para oferecer suporte às famílias, o profissional da saúde mental deverá entender seu funcionamento: como era antes e como está agora. Quais são os papeis de cada um, como as famílias estão resolvendo suas demandas (ou não) e como é possível ajudar na reorganização.

É preciso, enquanto profissional, saber ouvir, ser paciente, transmitir confiança e criar empatia. É imprescindível avaliar de forma consciente seu próprio papel e limitações naquela situação e não vestir uma “capa de super-herói que resolverá tudo ou trará todas as respostas prontas às famílias. O suporte é justamente viabilizar que os membros da família encontrem ou criem os elementos que lhe trarão de volta a sua autonomia para o enfrentamento da situação.

Referência: curso ” A poderosa necessidade humana de segurança: o que você pode fazer como profissional diante de uma crise?”

Texto: Luciana Santos Tardioli

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