Os enlutados não reconhecidos

“Há enlutados não reconhecidos, como portadores de doenças mentais, crianças, idosos e outros. Eles também sentem a falta de quem perderam. Devemos reconhecer todos os tipos de perda”. Kenneth Doka

Kenneth Doka, especialista em temas relativos à morte e luto e autor do conceito “Luto não reconhecido”, nos fala ainda sobre os enlutados não reconhecidos e as perdas não reconhecidas.

Para relembrarmos, o luto não reconhecido é aquele no qual o enlutado não tem seus sentimentos de pesar, de luto, validados pela sociedade onde está inserido. É como se não pudesse expressar ou mesmo sentir o que está sentindo.

Os enlutados não reconhecidos, nas mais diversas sociedades, são aquelas pessoas que sequer são reconhecidas como enlutadas, como se não pudessem, não tivessem a capacidade de sentir seu luto e, assim, sua dor é diminuída pelos demais, como crianças, pessoas portadoras de doenças mentais e idosos.

Há ainda as mortes não reconhecidas, como a de homicidas, suicidas e, em algumas sociedades, até mesmo as mortes por Aids. Ele complementa o tema abordando as mortes desvalorizadas, como a de idosos “morreu com 95 anos de idade era esperado… Ok, mas o enlutado poderia querer que a pessoa ainda estivesse presente”, explica Doka. E a morte de pessoas co restrições cognitivas, necessidades especiais: “é um alívio para quem ficou – alguns podem pensar, mas não é bem assim”, destaca Doka.

“Os terapeutas devem reconhecer e ser suportivos a todos os tipos de perda”, afirma Doka.

Referência: Curso “O Luto, suas bases e expressões”, com Maria Helena Franco

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